PROGRAMADO PARA MORRER

apple_menos_bugsCatequização = programação

Continuando um post anterior, A PROGRAMAÇÃO FATAL, vou escrever um pouco mais sobre as pessoas que recebem aquela “programação básica”, ou seja, aquela historinha chamada “Jardim do Éden”. Essa programação normalmente é inserida na cabecinha da criança por volta dos três ou quatro anos de idade. Mais tarde, por volta dos sete ou oito anos, a criança recebe um ‘reforço positivo’ ou seja, ela é ‘catequizada’. Por que as pessoas tem que passar pela ‘catequização’? Simples, a catequização tem  por objetivo ‘equalizar’ a programação que foi ‘inserida’ aos quatro anos. Claro, porque, cada família, cada pai ou cada mãe, ao contar a historinha para a criança, pode fazê-la com algumas inconsistências ou falhas. No catecismo, corrige-se tudo isso e a programação fica perfeita. O ‘programa básico’ agora está instalado e configurado. Como é essa configuração? Vejamos:


Obediência, aceitação, conformismo, não questionamento, reprimir a mulher, trabalhar muito, não estudar, manter se pobre…


casinha_solitariaMantidas pelo ‘sistema’

As crianças crescem, tornam-se adultas e vão enfrentar os desafios da vida com essa programação profundamente inserida em seus subconscientes. Para as pessoas que estão ‘doutrinadas’ pelo sistema, não há problema. De um jeito ou de outro, o ‘Sistema’ sustenta essas pessoas. Para elas, nunca faltará um empreguinho, no qual recebem um salariozinho, com o qual podem comprar um carrinho, pagar um aluguelzinho numa casinha…. Também não faltará uma mulherzinha (ou um maridozinho). Tudo no diminutivo. Sim, porque essa é a ‘doutrina’. Passaram anos ouvindo sub programas (em programação, chamamos de sub rotinas) contendo instruções restritivas, do tipo: “Deus ama os pobres’, ‘O trabalho dignifica o homem’ (nunca dizem: a mulher), por isso trabalham, trabalham, trabalham… e como trabalham!


empregoSistema auto regulado

Chega um dia em que a pessoa sente que algo está errado. Então ela procura um terapeuta, qualquer um: psicólogo, psiquiatra, psicanalista. Na falta destes, ou na falta de dinheiro para pagar as caríssimas consultas e posteriores tratamentos, serve um espírita, ou um macumbeiro. E o que é que acontece? O terapeuta, seja ele de que especialidade for, também foi educado e ‘catequizado’ no mesmo sistema. Seu diagnóstico consiste em classificar o paciente de acordo com uma metodologia aprendida na faculdade. Normalmente o terapeuta tem um código de ética e nesse código há uma regrinha que diz o seguinte:

 “NÃO SE DEVE MEXER NAS CRENÇAS DO PACIENTE”

Percebe, caro leitor, como o ‘Sistema’ é auto regulado? O mesmo ‘Sistema’ que insere as crenças nas crianças (programação básica), forma terapeutas com uma diretriz básica de homem_lendo‘não mexer em crenças’. Entende agora, caro leitor, porque é que as terapias costumam durar cinco, dez, quinze, vinte ou trinta anos e com resultados, na maioria das vezes, duvidosos? É mais fácil acreditar que uma mudança, caso tenha ocorrido alguma, seja decorrente de algum curso ou treinamento que a pessoa fez ao longo desses anos do que da terapia propriamente dita.


cursos-brCursos que não ensinam

Ah, ainda bem que eu falei em cursos. Os muitos cursos e treinamentos que a pessoa faz ao longo da vida nada mais são do que tentativas de se ‘inserir um novo programa’, um programa que possa conduzi-la ao sucesso, à prosperidade, a ter bons relacionamentos, enfim, a superar-se a si mesma. Mas ninguém diz para a pessoa que, para se instalar um novo programa, é necessário ‘desinstalar’ o programa antigo, devido à incompatibilidade de objetivos da programação. Aliás, jamais alguém, terapeuta ou não, irá dizer isso. E sabe por que?

 “NÃO SE DEVE MEXER NAS CRENÇAS”

Qual programa deve ser desinstalado? O programa básico. Aquele que configurou a pessoa para acreditar que conhecimento é perigoso, trabalho é um fardo e todo o mal entrou no mundo através da mulher. Aquele programa que configurou a pessoa para que ela aceite o mundo como ele é, sem questionamentos. Um programa que é constantemente reforçado com ‘instruções’ específicas do tipo: “Nessa vida a gente tem que entender, que um nasce prá sofrer, enquanto o outro ri…” É impossível, ‘rodar’ no mesmo hardware, dois programascabo-de-guerra-pt contraditórios. O primeiro é escravagista, seu objetivo é manter a pessoa sempre no diminutivo. O segundo (curso e/ou treinamento) é libertador, estimula o crescimento, conduz ao progresso pessoal. É por isso que os efeitos práticos dos vários cursos e treinamentos que a pessoa faz, duram pouco tempo e trazem pouco ou quase nenhum resultado. O ‘programa básico é prevalente, é muito mais poderoso, pois são anos e anos de lavagem cerebral, e ainda tem as pessoas à sua volta para ajudar, pois todos também receberam a mesma ‘lavagem’ e acabam por fazer a pessoa se sentir deslocada. Então fica tudo como dantes, nada muda.


programadoSeguindo o script

Pura engenharia do consentimento. Como é que a pessoa quer ser feliz, prosperar, ter dinheiro, conquistar uma boa condição de vida, bons relacionamentos, se ela tem um programa instalado que a leva exatamente pelo caminho contrario? E o que é pior: ela foi condicionada a acreditar que esse ‘programa básico’ que ela tem instalado desde os três ou quatro anos de idade, é que vai levá-la ao Céu. Ela é instruída a acreditar que, se seguir o ‘script’ do programa direitinho, terá um ‘lugarzinho’ (diminutivo outra vez) garantido lá no Céu, junto de Deus, mas se não seguir… bom, aí é o Inferno! Não existe milagre: se a pessoa quer mudar realmente a vida e as circunstâncias, primeiro ela precisa reconhecer que há um programa extremamente limitador instalado, mas 99,99999% das pessoas não tem a menor noção de que estão sendo programadas desde o nascimento. E a todo momento. Já estão sendo inclusive preparadas para se aposentar e morrer. Veja os símbolos ao lado: simbolo-idosoObserve que os símbolos que representam a mulher grávida, a mulher com criança de colo e a pessoa deficiente, são símbolos ‘normais’, mas o símbolo que representa o idoso sempre transmite a ideia de idade associada à decrepitude, senilidade, doença, falta de força ou energia, movimentos lentos, etc. Embora existam inúmeros relatos e provas vivas de pessoas com idade avançadíssima que não condizem com esse símbolo, a ideia geral que está presente na cabeça das pessoas corresponde exatamente ao que o “ícone do velho” representa. Quando uma pessoa, homem ou mulher viaja de Metrô ou outros tipos de transportes coletivos, ela está exposta a essa ‘programação’. Ela vê a imagem e introjeta isso a nível subconsciente. No fundo ela se conforma com a ideia de que ela vai envelhecer e vai ficar senil e decrépita, que vai ‘dar trabalho’ aos outros que vai ficar doente, que vai precisar muitos remédios (os laboratórios agradecem). Quando a pessoa viaja com os filhos, estes desde muito pequenos já vão se acostumando à essa ideia, e para garantir que é assim mesmo, o símbolo está lá em todos os lugares. Então, a pessoa envelhece, se aposenta e depois de dois anos ela morre. Claro! Durante Trinta e cinco anos ela contribuiu para a previdência com 20% de seu salário (incluindo a parte do patrão). Fazendo uma continha de idosoaritmética simples, depois de se aposentar, em sete anos a pessoa terá ‘resgatado’ o que pagou durante a vida. Se ela tiver uma expectativa de vida maior que sete anos após a aposentadoria, isso se torna um  problema de ‘caixa’. Então, a pessoa é ‘programada’ para morrer após dois anos de aposentada. Assim, sobra dinheiro em caixa para os larápios, digo, administradores do sistema previdenciário. Isso se ela não morrer antes, bem antes de se aposentar. Nos trens do Metrô de São Paulo, são vários símbolos desses em cada vagão, ou seja, exposição garantida. Pura engenharia do consentimento.


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4 ideias sobre “PROGRAMADO PARA MORRER

  1. casanovaordinarius

    Agora parece óbvio pra mim, mas esse sistema de crenças estava tão enraizado que achava normal. Gratidão por ter a oportunidade de de agir em tempo e ajudar o próximo. “A pior prisão é aquela que a mente proporciona”

    Resposta

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