A ENGENHARIA DO CONSENTIMENTO

Pyramids-voteCinema, filmes e documentários

Antigamente (parece até que foi há muito tempo), assistíamos filmes em VHS, os famosos videocassetes. Aquele tipo de tecnologia era muito limitado e isso impedia que um filme pudesse ter duas ou mais trilhas de áudio, então a grande maioria dos filmes em VHS vinha com o áudio original e legendado em português. Filmes infantis já vinham dublados. Era uma coisa ou outra. Com o advento da era DVD, tornou-se possível incluir várias trilhas de áudio num único filme. Ficou mais fácil também distribuir mídia ‘regionalizada’, ou seja com conteúdo especifico para uma certa região. Mas como a mídia corporativa é uma parte da estrutura do poder instalado e está perfeitamente integrada a essa estrutura,media-manipulation ficou muito mais fácil também, a manipulação da informação. Através de pequenas manobras, muito sutis, pode-se mudar totalmente o conteúdo e o conceito que este sendo transmitido. A mídia está perfeitamente integrada às instituições que formam a parte alta da pirâmide do poder. Corporações, bancos, governos, religiões fazem uso maciço da mídia em suas mais variadas formas (cinema, televisão, rádios, jornais, revistas, etc.) para implementar ideias, conceitos e opiniões. Sua ação é vertical e descendente, ou seja, seu objetivo é bombardear maciçamente o grande público implementando assim o que se chama de engenharia do consentimento.


spartacusInibição doentia contra matança

Logo após a guerra do Vietnã, as pessoas em geral, foram acometidas de uma estranha doença: ‘Inibição doentia contra matar ou torturar”. Obviamente que, na ótica do ‘Sistema’ isso era um grande problema. Havia (e ainda há) muitas guerras na agenda, pois guerras são extremamente lucrativas e repentinamente a população começa a sofrer desse estranho mal. veja mais sobre isso no artigo “NÓS O POVO!“. Como fazê-las voltarem à guerraThe_Waltons_Title_Screen novamente? Como fazê-las encarar guerras, matança, torturas como algo normal? Engenharia do consentimento. Iniciou-se então, uma série de ‘séries televisivas’ estimulando a violência, colocando os conflitos como algo normal. Houve uma enxurrada de filmes de guerra e nesses filmes geralmente se dava muita ênfase a um herói, um ‘mocinho’ e sua contraparte, o ‘inimigo’. Puro jogo psicológico, apelo emocional. Foi também o período áureo dos filmes de Far West e Bang Bang. Séries de TV que estimulavam a boa convivência em família e em kill00comunidade, que evidenciavam os mais nobres e profundos valores humanos, a exemplo da série “The Waltons”, foram tiradas do ar de um dia para outro, sem mais nem menos, mesmo sob protestos a nível mundial. Veja as fotos ao lado, e pergunte-se a si mesmo: Por que armas são exibidas de forma tão ostensiva nos cartazes de anúncio de filmes?


Out_for_a_Kill_coverValores são jogados no lixo

Não bastasse essa sugestão sutil (às vezes não tão sutil), ainda se manipulam os conteúdos das falas dos atores, com o objetivo de se disseminar conceitos distorcidos. Veja nos vídeos abaixo, como isso acontece e você nem percebe. No primeiro vídeo, um trecho do filme Out for a Kill (2003) Steven Seagal, no Brasil, ‘Determinado a matar’, ao assistir em português (dublado), você chega ao final do filme e nem percebe que o personagem principal (Burns) não cumpriu a principal promessa que ele fez ao seu colega de cela, tão logo foi tirado de uma cadeia na China por dois agentes do DEA. Ou seja, valores humanos como amizade, respeito, compromisso, lealdade, são literalmente jogados no lixo. Entretanto, se você assistiu ao filme em Inglês (legendado), você chega ao final do filme com outra impressão. Veja:


Bread_and_Circuses_275-300x227Sol de Deus?

Essa é para quem gosta da famosa série Star Trek (Jornada nas Estrelas). Assisti à essa série durante muito anos pela TV, e não existe maior manipulação das falas que na TV aberta, pois ali os filmes são exibidos sempre em sua versão dublada. E não há como você voltar o filme para trás para verificar alguma inconsistência nas falas dos atores. Em outras palavras, você tem que ‘engolir’ o que assiste. Quando tive acesso aos DVDs da série, tive a oportunidade de assistir a todos os episódios em sequência e na íntegra, sem os malditos comerciais. Mas, para minha surpresa, vejam o que encontrei em um dos episódios: Pão e Circo (Bread and circuses).


what-the-bleep-do-we-know1O grande segredo da vida não é saber de tudo e sim o mistério

É possível que tenha sido um simples erro de interpretação, mas é um erro grosseiro, um erro que prejudica o entendimento do filme. Não creio que uma ‘equipe’ profissional de dublagem teria deixado passar um erro tão grosseiro como esse. Assim como no caso do documentário ‘Quem somos nós?’. Veja só, ainda no começo do do filme, quando os cientistas participantes se apresentam, há um momento em que ‘Fred Alan Wolf’ fecha as apresentações fazendo alguns comentários. Suas falas em Inglês dizem uma coisa, já a fala do dublador em Português, diz outra, quase igual, sutilmente diferente, mas fundamentalmente antagônica. Veja você mesmo:


brain-washVocê não pensa, você é ‘pensado’

Isso é Engenharia do Consentimento, isso vem sendo aplicado há décadas e a grande maioria das pessoas nem percebe, porque as técnicas empregadas são muito sutis. De certa forma, o que você pensa que pensa, não é o que você pensa, mas o que querem que você pense. O que você tem pensado há muito tempo é exatamente o que querem que você pense. A essa altura, você nem percebe mais que na verdade você não pensa, apenas tem pensamentos. Pensamentos que foram sutilmente introduzidos na sua mente e você pensa que são seus pensamentos, mas não são. E para que você não pense a respeito, você é bombardeado constantemente pela mídia, de todas as formas possíveis.


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6 ideias sobre “A ENGENHARIA DO CONSENTIMENTO

  1. Alex

    Não só isso senhor Eduardo. O proprio fluor que tomamos da agua ja nos faz virar zumbi tambem. ja viu a composiçao da agua Perrier para as outras ?

    Resposta
  2. Diego Marinho

    Excelente artigo,, o Documentário de mesmo nome “a Engenharia do consentimento” creio que seja o melhor que detalha e explica esse tema.

    Resposta

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