A BIOQUÍMICA DO AMOR

 PROTOCOLO DA PAIXÃO

Este artigo é sobre namoro, relacionamento, paixão, amor, vida a dois. É sobre como as coisas funcionavam no tempo de nossos pais e avós e como elas (não) funcionam agora. É  sobre como o ‘sistema’ através da propaganda maciça e programas televisivos voltados à imbecilização das massas, aliados a um alto conteúdo erótico, conseguiram complicar ao extremo o que deveria ser tão simples: a relação afetiva entre duas pessoas. Houve um tempo em que havia romance, hoje é apenas sexo. Houve um tempo em que duas pessoas se encontravam e entre eles surgia uma forte amizade e com o tempo essa amizade se tornava um compromisso para uma vida inteira, hoje é apenas sexo. Houve um tempo em que homens eram cavalheiros, faziam a corte, conquistavam uma mulher com galanteio, flores e presentes, hoje é apenas sexo. Houve um tempo em que as mulheres conquistavam um homem pelo estômago, faziam-lhe um bolo, preparavam-lhe um gostoso café, hoje é apenas sexo. Houve um tempo em que para se conquistar uma mulher, era necessário seguir um protocolo de intenções, hoje não há protocolo algum, é apenas sexo.


cafezinho-1Primeira fase: Intelectual

Sobre o protocolo, sim, ele funciona. Funcionava muito bem no tempo de nossos pais e ainda funciona hoje, mas o ‘Sistema’ denegriu de tal forma as relações entre homem e mulher, que tudo virou em ‘apenas sexo’. Quando conhecemos uma pessoa, a primeira coisa que fazemos é conversar. É claro que antes disso já aconteceu uma atração, uma química, uma simpatia. Mas através da conversa é que verificamos se há afinidades. Eu posso sentir atração imediata por uma determinada mulher em uma festa, por exemplo, mas ao me aproximar dela e conversar por apenas um ou dois minutos, posso perder todo o interesse. Ou o interesse pode aumentar ainda mais. Depende das afinidades. Ninguém perde tempo conversando com alguém que não tem nada a ver com a pessoa. A conversa prossegue, toma-se um cafezinho (ou um drink) e conversa-se mais e isso vai aumentando a atração, pois através da conversa descobre-se o que as pessoas tem em comum, do que elas gostam, o que as atrai, etc. Então, num primeiro momento, a conversa ocorre mesmo é a nível do ‘córtex’, ou seja, é intelectual.


bolo-chocolateSegunda fase: Emocional

À medida que se conversa mais e mais, mais um cafezinho, mais um caminhar juntos, a atração aumenta mais e mais, a nível emocional. Começamos a sentir falta da pessoa, das emoções e do prazer que a companhia da pessoa nos proporciona. Nessa fase, já estamos no nível de cérebro ‘límbico’, ou cérebro das emoções, que é onde ocorrem todos os processos bioquímicos como o aumento da dopamina, da norepinefrina e diminuição nos níveis de serotonina. É a bioquímica da paixão. Ela ocorre quase que totalmente a nível de cérebro límbico. Amor romântico, Atração sexual, Apego. A dopamina gera o amor romântico e também o foco em um parceiro específico, bem como a energia para se percorrer grandes distâncias com o objetivo de encontrar a pessoa querida. A norepinefrina gera a atração sexual e a Oxitocina gera o apego, o vínculo afetivo, a vontade de estar juntos, o afeto. E a redução no nível de serotonina torna a pessoa um pouco obsessiva, ou seja, faz com que uma pessoa queira estar com a outra o tempo todo ou o máximo de tempo possível. Então, pode-se perceber que o sentimento é puramente bioquímico. Para se formar um relacionamento de longa duração, é como fazer um bolo. É necessário a quantidade certa de cada ingrediente, cada neurotransmissor tem que estar no ponto certo. Como disse o Hélio Couto em sua palestra “A BIOQUÍMICA DO AMOR”: 150 cafezinhos e pá pum!!! Bolo de chocolate!


sex-intercourseTerceira fase: Sexual

Só depois que toda essa bioquímica atinge o ápice, é que ocorre a intimidade que leva ao sexo. O sexo, ou cópula ocorre a nível de cérebro primitivo ou reptiliano que é o responsável pelas funções de procriação e preservação da espécie. Percebe-se então, que numa relação saudável, a coisa começa pelo intelectual, passa pelo emocional e chega no sexual (instinto). Embora as três funções estejam presentes simultaneamente nas três fases, há uma predominância do intelectual na primeira fase, mas que só aconteceu porque o instinto (atração) funcionou, e o límbico (emoção) aconteceu. Há uma predominância do emocional na segunda fase, mas que só acontece devido às descobertas e afinidades que vão surgindo devido a uma boa conversa (e um bom café). Assim como há uma predominância do instinto na terceira fase, mas que torna a coisa mais quente devido às interações entre o intelecto e as emoções.Os cinco sentidos são (e devem ser) utilizados em sua capacidade máxima. Ao olharmos a pessoa, seus gestos, olhares e movimentos sutis. Ao ouvirmos sua voz, cada inflexão ou entonação. Ao sentirmos o cheiro ou o perfume da outra pessoa. Ao sentirmos seu gosto ao beijá-la ou nas carícias mais íntimas. Ao tocarmos ou sermos tocados.


Nota do autor: as interações bioquímicas que descrevi acima, estão melhores explicadas no excelente trabalho da Dra. Helen Fisher, “Por que amamos?” e também de forma bastante didática na palestra do Professor Hélio Couto, “A BIOQUÍMICA DO AMOR”, facilmente encontrada no Youtube. Não coloco o link porque os vídeos dele às vezes são retirados ou mudam de host. 


cala-a-bocaSexualidade banalizada

Duvido que um homem consiga transar com uma mulher que quando abre a boca, só fala abobrinhas. Duvido que um homem possa continuar interessado numa mulher que só sabe falar de novela e malhação. Duvido que uma mulher possa continuar interessada em um homem que só fala de futebol e carros. Não há emoção que resista e nem ereção que permaneça. Entretanto, o ‘sistema’ conseguiu resolver essa questão através da deterioração das relações homem mulher. Hoje em dia não se precisa nem mesmo conversar, basta chamar para o motel e pronto. Aliás, já que ambos, homem e mulher se tornaram tão vazios e fúteis, é até melhor que fiquem calados, inclusive durante o ato sexual, senão broxam. O que acontece atualmente, é que o ‘sistema’ através da propaganda maciça e da disseminação de programas televisivos que banalizam o erotismo e a sexualidade, fez com que as pessoas criassem atalhos neurais que levam direto ao sexo. Sexo sem compromisso. Sexo sem envolvimento emocional. Sexo sem afinidade. Sexo apenas pelo sexo, ou seja, as pessoas agem unicamente pelos instintos e se comportam como animais.


lan-houseFazer a corte já era!

Antigamente, era necessário fazer a corte para se conquistar uma mulher. Hoje se chegou ao extremo (eu já presenciei isso) de um homem se aproximar de uma mulher e lhe colocar a mão no ombro e as calcinhas já caem. Estamos piores que os animais, pois os animais ainda fazem a corte, existe todo um ritual de acasalamento que é respeitado. Já para nós humanos, é só perguntar: ‘Pode sê ou tá difícil?’, e pronto! Já estão copulando (em alguns casos não precisa nem perguntar). Já presenciei um caso em que uma moça estava numa lan-house numa conversa via chat com um desconhecido (recém conhecido) e meia hora depois já estava deitada com ele num motel. E depois contou a história com a maior naturalidade, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo.


cu-doceFazendo “cu doce”

Então é claro que, dentro do atual contexto, o protocolo explicado pelo Hélio Couto em sua palestra “A BIOQUÍMICA DO AMOR” é impraticável. Eu, por exemplo, nunca me dei bem com essa coisa de ‘bater no ombro e já cai as calcinhas’, e por conta disso já passei por situações terríveis, das quais cheguei a sentir nojo depois. Sempre gostei de uma boa conversa, como forma de se aproximar de alguém, e certa vez, logo depois da Andréia ter ido embora, conheci uma moça em um de meus clientes e comecei a cortejá-la. No começo parecia ir tudo bem, mas depois de algum tempo ela me deu uma cortada e então não falei mais com ela. Tempos depois, em outro cliente meu, encontrei um funcionário que tinha sido funcionário antes naquele cliente onde eu conheci a moça e acompanhou de longe as minhas abordagens. Então ele me perguntou: “Lembra-se daquela moça que você queria tanto ganhar e ela ficou fazendo “cu doce” prá você? Sim, respondi, e então ele completou: “Pois olha, eu comi ela, omulher-muitos-homens açougueiro comeu ela, o repositor comeu ela, o dono do mercado comeu ela e foi me falando a lista de ‘comedores’. Prá completar, ele me falou: “Ela deu prá todo mundo, só não quis dar prá você!” Ao ouvir isso, senti um misto de revolta e nojo. Mas ao mesmo tempo, comecei a me dar conta de que minha metodologia, que funcionou bem na época de minhas primeiras namoradas e meu primeiro casamento e depois funcionou também com a Andréia, apesar da grande diferença de idade, agora não iria mais funcionar. Além disso, seria muitíssimo difícil, qualquer que fosse a metodologia empregada, encontrar alguém para um relacionamento duradouro, num contexto onde mulheres saem com quatro caras diferentes numa semana.


bebe_abandonadoFilhos = subprodutos do sexo

Quando eu tinha meus trinta e poucos anos, eu até poderia ser um ‘pegador’, mas não fui. Hoje, com mais de cinquenta, tudo o que eu quero é alguém para estar comigo, de verdade, todos os dias e não uma mulher diferente a cada três dias para passar uma noite e apenas fazer sexo. Antigamente, um relacionamento começava pela amizade. A amizade ia crescendo até chegar ao ponto da intimidade. E eram relacionamentos duradouros, duravam uma vida. Hoje em dia um relacionamento já começa pela intimidade, pelo sexo. E dura apenas até surgir outra oportunidade mais fácil ou mais atraente, na verdade, outra oferta. Antigamente firmavam se compromissos para a vida toda, hoje em dia foge-se de todo e qualquer compromisso, de todo e qualquer envolvimento emocional. É apenas sexo, satisfação dos instintos. No contexto antigo, filhos eram planejados, desejados, queridos. No atual contexto, filhos são um subproduto do sexo, algo que surge de forma inesperada e que vem só para incomodar, para atrapalhar. Não admira que haja tantos casos de mães que matam ou abandonam seus filhos.


seducaoavancadaFormando um ‘pegador’

Não admira que haja uma total distorção de valores. E há cursos de sedução e conquista que ‘pregam’ que a coisa mais perigosa que existe para um homem é ficar na ‘friend zone’, ou seja permitir-se uma amizade com uma mulher ou permitir que um relacionamento comece pela amizade. Eu fiz um desses cursos em 2011, depois de perder uma grande oportunidade de relacionamento por não saber lidar adequadamente com essas questões. Aprendi coisas bem interessantes, que não só eu não sabia, mas a grande maioria dos homens não sabe, mas também percebi que o principal objetivo de um curso desses é formar um ‘pegador’, ou seja um cara que pega todas mas não fica com nenhuma. Pode ser muito bom para quem está na faixa dos 25 aos 40 anos, que é um fase em que nós homens geralmente somos imbecis o suficiente para achar que demonstração de masculinidade é ‘pegar todas’. Somos tão imbecis que achamos que temos que provar aos nossos colegas homens que ‘somos machos’, não importando que estejamos colocando em risco nossas famílias e, em alguns casos, até a nossa saúde (eu falo nós, me incluindo no rol, por que se eu ficar de fora, alguns dos homens que lerem esse artigo irão querer me dar uma surra depois).


devarupa-bodhiDevarupa Bodhi

Taubaté/SP, 49 anos – Terapeuta em Terapias Indianas

Pela primeira vez, fiz algo diferente: submeti um rascunho de um artigo meu à crítica de uma pessoa, minha leitora assídua e pedi-lhe que acrescentasse algo, caso achasse conveniente. E eis que ela me surpreendeu com um ótimo e bem humorado texto, mas que mostra uma triste realidade: a banalização dos relacionamentos. Depois de um gostoso café virtual, ela me enviou seu depoimento que está descrito nos parágrafos a seguir.


inana-3Atestado de E.T.

Surpreendente esse café. Gostoso. Eu já assisti diversas vezes essa palestra onde o Hélio fala da importância de ir criando os circuitos neurais que vão gerar a bioquímica, que vai gerar sentimento, que vai gerar uma relação duradoura, que precisará ser cuidada e mantida como o mesmo zelo. Achei difícil, embora eu compreenda muito bem e por experiência própria que uma relação de qualidade passa por esse protocolo, na atualidade insistir em encontrar alguém dessa maneira é a mesma coisa que assinar um atestado ou RG de E.T. Se a mulher não vai da balada direto pro motel, então deve ter algo errado com ela, muito errado. E se ela não vai nas baladas? Onde estão os homens que sabem lidar com mulheres que não frequentam baladas, e se frequentam não vão pro motel no fim da noite?

Ah, pra quê perder tempo com uma mulher tão chata assim?


vazia-futilVazia e fútil – Eis a receita

Uma vez um “bom” amigo me disse: – “sabe, porque você não tenta parecer um pouco menos…” e enumerou qualidades e virtudes básicas que considero essenciais para qualquer pessoa que esteja tentando encontrar um parceiro ou parceira. Você acha que sou assim? Sim, você é, ele respondeu e isso afasta os homens. Se quer um namorado, seja um pouco menos de tudo o que você é. Ai, que revolta que me deu! Apesar disso, pra fazer um teste, resolvi seguir a dica dele. No perfil de um site de relacionamento onde eu recebia uma ou outra msg ocasionalmente, refiz o perfil, na frase de chamada, uma frase inocente, besta, mas com uma certa sensualidade: Eu gosto de tomar banho de chuva! Interesse: sexo, diversão, encontro casual. Quem sou eu e quem estou buscando? Muita calma nessa hora. Hora de colocar em prática a arte de escrever muito sem disser bulhufas ao mesmo tempo em que atiça a imaginação de quem lê, fazendo parecer que eu disse alguma coisa. Ou seja, um perfil onde eu dizia, para quem soubesse de fato ler, que eu era um pessoa vazia e fútil, buscando alguém que pudesse preencher com o pênis o tal vazio. Recorde de acessos e msgs, recebia cerca de quinze msgs todos os dias.


you-got-mailSeis meses, uma mensagem

Um desgaste, meu amigo tinha razão, ao menos aparentemente. Quando não se quer nada com coisa nenhuma, as chances de encontrar os afins aumentam. Porque quando escrevi que quero uma amizade, e que essa amizade possa evoluir entre nós, pessoas auto descobertas e felizes, a ponto de tornar-se um amor de bases sólidas para fluir com o que a vida tivesse para nós, e onde eu possa ser a mulher e companheira, um complemento para o homem que você já é, até que o sexo fosse a celebração de um encontro de almas…

Seis meses, uma msg: “Você não está procurando um homem, você está procurando Jesus Cristo” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.


escolha-dificilEscolha difícil (e irresponsável)

Percebi que tanto homens quanto mulheres na busca por um par, parecem levar em conta que se fizerem uma escolha perderão milhões de ofertas e não podem lidar com isso. Tenho essa impressão. Isso é claro para aqueles que precisam escolher, pois, a maioria não tem que fazer escolha nenhuma, podem escolher e desescolher muito mais do que num Self Service. Mas eu sei que quando encontramos alguém e decidimos que escolhemos esse alguém, as vivências são únicas e somente possíveis entre um casal que soube fazer das afinidades um compromisso de entrega, de amor e consequente crescimento para ambos. O protocolo descrito pelo Hélio, embora difícil, não é impossível desde que as duas pessoas tenham pra isso alguma disposição e entendimento. E eu embora não faça RH, já cheguei a preencher o questionário onde nessa questão de amor, escrevi que desejo encontrar, reconhecer e ser reconhecida pelo homem meu complemento de alma. Porque pelo que entendi, isso facilitaria as coisas rsrsrs. Bem, muito obrigada pelo café. Realmente foi uma especialidade. Diferente. Mais uma das boas coisas da virtualidade, poder tomar café com um especialista.


E aqui termina mais um artigo, dessa vez um pouco diferente, com dois pontos de vista para a mesma questão, o masculino e o feminino. Meus agradecimentos à minha amiga virtual Devarupa Bodhi, por sua valiosa colaboração.

Aliás, termina não, porque acabei esquecendo de falar sobre as dicas para homens. Então vejamos:


imbecil-1Como pegá muié hoje em dia

Bom, se você é homem e está passando por dificuldades para conseguir uma ‘xana’, saiba que você não é o único. Esqueça os cursos de sedução, esqueça as metodologias dos seus bons tempos, o negócio agora é diferente. Primeiro, você precisa ser um completo imbecil. Não, não adianta representar ou tentar parecer, tem que ser mesmo. O motivo é simples: Assim como as mulheres de verdade, as que tem conteúdo (são raras), tem um sexto sentido que as ajuda identificar rapidamente os homens de verdade, também as vazias e fúteis tem um sexto sentido apurado para identificar os imbecis. Então, fazer papel de imbecil não funciona, você precisa mesmo é se converter, tem que ser um. imbecil-2Primeiro, você precisa cuidar da indumentária: Bermuda, camiseta regata (para mostrar o ombro ou braço tatuado), óculos escuros (espelhados), latinha de cerveja na mão. E não esqueça: tem que ter cara de imbecil, senão não funciona. Para completar a arapuca (armadilha), você precisa ter um carro com um sistema de som estupidamente potente, para não tocar música nenhuma. Basta apenas ligar o ‘bate-estaca’ e deixar ele fazendo tum, tum,  tum,  tum,  tum,  tum,  tum,  tum. As xanas, digo, as meninas começam a chegar e ‘curtir’. Então, é só colocá-las no carro e levar para o apê. Mas como se tornar um completo imbecil, se você já é um homem maduro e cresceu em uma época em que ainda havia ‘valores’ e cultura? Você terá que abrir mão de tudo isso, e a melhor maneira seria entrar em acordo com um neurocirurgião (em off) e pedir a ele que remova seu cérebro. O espaço resultante da cirurgia, deve ser preenchido Merda no Cérebrocom merda. Isso mesmo, merda. Agora sim, além de imbecil, você terá merda na cabeça e nenhum cérebro. Tente isso, e você verá como é fácil ‘pegar’ três ou quatro ‘xotas’ diferentes toda semana. Resultado cem por cento garantido. Eu tenho depoimentos de pessoas que conheci aqui mesmo em Paranaguá e região. São pessoas com as quais você não consegue conversar nem mesmo por dois minutos, são totalmente vazias, mas ‘pegam’ três a quatro ‘xotas’ por semana usando esse método. Bom, no caso deles, não foi necessária a cirurgia, porque nunca tiveram cérebro mesmo. Mas no seu caso, se quiser ser bem sucedido na ‘caça’ terá que abrir mão do seu cérebro. Você duvida da eficácia? Então observe: quando houver um grupo de periguetes, digo, jovens meninas conversando, e do outro lado da rua passar um desses imbecis descritos acima, preste atenção às reações das meninas. Mesmo que elas estejam com a cara ‘enterrada’ num celular ou smartphone, elas conseguem farejar o imbecil e olham imediatamente para ele. Os olhos delas brilham e algumas chegam a ter um orgasmo ali mesmo, de pé.


Uso-das-redes-sociais-shutterstock_154875428É o fim do mundo!

Muito se falou em fim de mundo pouco antes do ano 2000. Muitos acreditavam que o mundo ia acabar. Mas não acabou, tudo continuou como dantes no Quartel de Abrantes. Será? O que ninguém percebeu, é que o mundo acabou mesmo, aquele mundo que nós conhecíamos, nós os nascidos nos anos 50 e 60. Sim, é claro que já havia uma estrutura de imbecilização da população naquela época, mas depois do ano 2000 isso se acelerou de forma vertiginosa e vem acelerando ainda mais e com tendência a piorar mais e mais. Então, nós somos sobreviventes do fim do mundo. É por isso que nos sentimos deslocados e totalmente fora de contexto no mundo atual. Estamos aqui mas não pertencemos mais a isso. Não fazemos parte. Então, aqueles dentre nós, que tem suas companheiras, preservem-nas. Aqueles que tem família, preservem-nas. E os que infelizmente estão sozinhos, terão que se adaptar. Os sobreviventes são raros e estão esparsos, e na cidade onde vivo atualmente, não encontrei nenhum ainda. Nem homens, nem mulheres.


Aos leitores que tem acompanhado minhas publicações e estão acostumados ao alto nível do linguajar que sempre utilizei, peço desculpas por eu ter baixado o nível nesta publicação em particular. Acontece que para descrever a imbecilidade que assola o mundo (sim, o mundo. Isso não é privilégio só do Brasil), há que se baixar o nível, há que se utilizar o palavreado que melhor se adapta a essa triste realidade.


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15 ideias sobre “A BIOQUÍMICA DO AMOR

  1. João Batista Carneiro

    Parabéns pelo o blog.
    Concordo totalmente com o texto. Ele expressa exatamente o que penso.
    Todo mundo fala que estamos evoluindo, mas sinceramente, acho que estamos mesmo é involuindo. Se nossa sociedade continuar “evoluindo” assim. vamos voltar aos tempos dos bacanais de Roma.
    Acredito que está pra acontecer algo, que vai mudar radicalmente a nossa sociedade, pois se continuar como está indo, vamos nos comportar como cachorros e galinhas, ou seja, as pessoas vão fazer sexo no meio da rua e vamos achar isso normal.
    Quando a AIDS surgiu (década de 80), achava era um freio e ia mudar radicalmente o nosso comportamento. Mas a coisa piorou e o processo de imbecilidade acelerou.
    Se você observar direito, após a década de 80, vieram as décadas da mediocridade, isso em todas as áreas: músicas horríveis, erros médicos, engenharia falha, políticos corruptos, agentes de mídias idiotas, etc…, até parece que a democracia nos fez mal.

    Se possível, gostaria de saber qual a sua visão, do futuro, sobre o comportamento de nossa sociedade. Você é otimista ou é pessimista como eu?

    Abraço.

    Resposta
    1. Eduardo LBM Autor do post

      Se eu sou otimista ou pessimista? Sinceramente, não sei, mas lhe respondo com uma anedota que ouvi nos anos 80. O Presidente pede a um de seus assessores para fazer uma pesquisa de opinião junto à população para saber o que as pessoas pensam do futuro. Dias depois o assessor volta e diz ao presidente: -As pessoas estão divididas entre pessimistas e otimistas. -Então tá, me diga a opinião dos otimistas primeiro. -Os otimistas acham que se a coisas continuarem como estão, em breve estaremos todos comendo merda. -Você não se enganou não? Essa não seria a opinião dos pessimistas? -Não, senhor Presidente, os pessimistas já acham que a merda não vai dar prá todo mundo!

      Então, meu caro amigo. é isso aí. Acho que em breve seremos cachorros e galinhas, e também cadelas e galos! hehehe

      Resposta
    2. Nonato Pinheiro

      Sei não, seu moço! No tempo em que eu era “besta”, nem me preocupava com essas cousas. Achava que tão cedo ia ficar “véi!” Até aquele dia que o cara saiu da fila, atrás de mim e avisou: – Eu vou ali, mas tô atrás do véio aqui! // Eu até que arrisquei uma olhadinha para trás! Mas…era eu!!! E pensei assim: – Se eu ganhar a Mega de hoje, vou fazer uma plástica e quero ver quem me vai tratar sem respeito!!!

      Resposta
  2. celia

    Se bem me lembro nos anos 90 o numero de divorcio aumentou, pq o homem queria ser visto com uma gostosona do lado e não com sua mulhere que a essa altura pra ele, já estava passada do ponto. E o pior é que hoje vejo alguns homens mais velhos com gurias bem mais novas se achando. Então meus amigos somos tds culpados!!

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  3. Vinicius

    Olá, sou um jovem de 16 anos, e venho observando exatamente o descrito por esse artigo.
    Sinceramente, sou ‘BV’ e virgem ainda, e vendo os ‘relacionamentos’ atuais eu entrei em uma completa descrença sobre o amor, e após ver esse artigo minha descrença fica maior ainda,saber que o amor é uma simples bioquímica me faz pensar se vale a pena achar uma garota decente (isso se conseguir nos tempos de hoje) hehehe.

    Resposta
    1. Eduardo LBM Autor do post

      Meu querido amigo Vinícius, saber como são os átomos de uma rosa não impede você de admirar uma rosa como uma rosa. Entender a bioquímica por trás do perfume da rosa não impede que continuemos a apreciar o romantismo de se oferecer (ou receber) uma rosa. A bioquímica por trás dos sentimentos humanos é justamente o que nos torna humanos. O sentimento é pura bioquímica, sempre foi. Era assim nos tempos de seus bisavós (digo isso porque tenho neto da sua idade), época em que havia mais romance e é assim hoje, apesar das mudanças que ocorreram no mundo. Quanto a encontrar uma garota decente, jamais perca as esperanças, ainda há muitas delas sim, ainda encontro frequentemente jovens da sua faixa de idade que me surpreendem, por terem recebido uma educação baseada em valores humanos e não em valore$. Força, rapaz. Veja também meu artigo AMIGOS DA MULHER. Só para te dar uma força, eu estou com 55, estou só, mas ainda tenho esperança de encontrar uma pessoa decente para um relacionamento duradouro. Obs.: Tive que pesquisar no google para saber o que significa ‘BV’. Agora já sei! hehe

      Resposta
      1. Vinicius

        Gostei do ponto de vista camarada, vivendo e aprendendo né não? ^^
        Obrigado por compartilhar seu conhecimento, são ótimos para pessoas que procuram ser menos alienadas e estão a procura de novos pontos de vista para assuntos do cotidiano (pelo menos para mim). Eu comecei a frequentar o blog ontem e me identifiquei com alguns artigos seus, agora não pretendo parar tão cedo.
        Vou tentar não perder a esperança, afinal deve valer muito a pena ter uma parceira que não só é sua companheira amorosa como também sua parceira para todos os momentos, mas vou procurar sem pressa, encontrar alguma q eu realmente ame, aprecie e admire. 🙂

        Resposta
  4. Lariane

    Conheci seu blog hoje, pelo artigo do Experimento Lilly. Estava assistindo a uma Palestra do Hélio Couto onde ele mencionava o experimento, quando fiquei curiosa e através de uma pesquisa na internet encontrei o seu artigo. Grata pela forma que você se expressa sem censuras e de forma imparcial! Desde o primeiro momento que vi sua página percebi que você conhecia o trabalho do professor! Acompanharei suas publicações!

    Resposta
    1. Eduardo LBM Autor do post

      Grato pela visita, Lariane. Há um bom material para estudo no meu blog, grande parte inspirado nas indicações e citações que Hélio Couto fez (e ainda faz) em suas palestras. Fique à vontade para explorar os demais artigos, bem como para criticar, sugerir, discordar, concordar…
      Abraços

      Resposta
  5. Anônimo

    Interessante! Parabéns pelo artigo. Tudo o que você falou,eu vivenciei. consegui passar pelas três fases do relacionamento e é isso mesmo. Eu costumava utilizar a seguinte metáfora para o meu esposo: Relacionamento começa na cozinha com uma boa refeição e não no quarto como a maioria faz.
    Se começarmos com uma boa refeição, conhecerás os dotes culinário da outra pessoa e enquanto ela prepara o alimento,você a observa, olhas os detalhes, os cuidados que ela tem ao preparar o alimento. Depois de uma boa refeição, vão juntos lavar a louça e , depois, para a sala conversar.
    Até chegar no quarto, passa um período de tempo o suficiente para conhecer a pessoa e firmar um relacionamento baseado no respeito. Hoje a maioria das pessoas tem o seguinte argumento ; ” provar antes “. Não concordo, se você quiser chupar uma laranja ,tem que comprar para depois descascar e saborear. Os relacionamentos deveriam ser assim também. Foi com metáforas que, aos poucos fomos nos aproximando e hoje estamos casados e temos uma relação saudável.

    Resposta

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