O EXPERIMENTO DE LILLY

A estrutura de repressão sexual

Reich e Lilly conduziram nos primeiros anos da década de 50, experimentos que levaram à descobertas surpreendentes sobre a sexualidade humana. Sabe-se que eles viveram e trabalharam na mesma época e no mesmo país, mas não se sabe se um deles chegou a ter conhecimento do trabalho do outro e vice-versa, devido ao fato de que todo o trabalho de Reich foi confiscado e incinerado, isso logo após ele ser conduzido à prisão, na qual permaneceu por cerca de um ano e meio e veio a falecer de ‘ataque cardíaco’, poucos dias antes de receber sua liberdade condicional. Mas por que Reich foi perseguido e preso, vindo a morrer, enquanto que seu colega contemporâneo permaneceu vivo e continuou as pesquisas até a idade avançada, vindo a falecer em 2001 de velhice? Por que será que o principal trabalho de Lilly ficou praticamente oculto, apesar de suas fortíssimas implicações? Lilly é conhecido atualmente como o pai da PNL (Programação Neuro Linguística) em função de suas descobertas ao fazer experimentos com golfinhos. O experimento que ele conduziu com macacos é totalmente desconhecido e é sobre esse experimento que vou escrever neste artigo, bem como sobre os experimentos que Reich conduziu. Para serem corretamente entendidos os experimentos de Reich, terei que descrever primeiro os experimentos de Lilly.


johnlilly3John C. Lilly – 1915/2001

Foi um médico e psicanalista. Ele fez contribuições nas áreas de biofísica, neurofisiologia, eletrônica, ciência da computação, e neuroanatomia. É o pai da neuro linguística. Seu principal experimento, com implicações que envolvem profundamente a sexualidade humana, nem sequer é mencionado. Se você quiser saber, precisa fazer um ‘garimpo’ na Internet para chegar a essa informação: Veja a matéria no link:

http://67.55.50.201/lilly/mappingx.html

Eu já imaginava que mais dia menos dia, a página do trabalho de Lilly seria retirada do ar. Mas eu salvei uma cópia da página em pdf. Clique no link abaixo: (09/03/2016)

Mapping of the brain – Lilly.pdf


macaco-facesMapeamento cerebral

Em seus experimentos, Lilly conseguiu, com muito cuidado e à custa de muita tentativa e erro, introduzir profundamente, cerca de 610 eletrodos finíssimos, no cérebro de um macaquinho. Foi possível, graças a esse experimento, fazer um completo mapeamento do cérebro de um primata. Cada ínfima parte do cérebro podia ser acessada e estimulada através de fracas correntes elétricas e um conjunto de interruptores. Depois de algum tempo foi possível saber como controlar cada parte do corpo do macaco. Acionava-se um interruptor e o macaco mexia um dedo, outro interruptor e o macaco levantava uma perna, outro interruptor e o macaco fazia um movimento com a cabeça. Não demorou muito para se descobrir que ao acionar determinados interruptores, podia-se ‘implantar’ emoções primárias no macaco, tais como um medo irracional e sem motivo, ou agressão, também sem motivo. Descobriu-se também que era possível ‘implantar’ dor, muita dor, mas também descobriu-se que era possível ‘implantar’ estados de alegria ou prazer. Tudo isso através dos 610 eletrodos e um conjunto de interruptores (chaves) que faziam circular pelo cérebro do macaco, fracas correntes elétricas.


EjaculacaoPrecoceRapidaDescobertas desconcertantes

Uma das descobertas mais desconcertantes que ocorreu nesses experimentos, é que há, no cérebro de um primata, três subsistemas independentes no que tange à questão sexual: ereção, ejaculação e orgasmo. Cada uma dessas funções é independente das outras duas; sendo assim, era possível, através dos comandos, produzir uma ereção em um momento, uma ejaculação em outro momento e um orgasmo em outro, sem que houvesse uma inter-relação entre as três funções. Cada uma ocorria separadamente e a seu tempo, não havendo necessidade de participação de qualquer das outras duas. Isso é tão desconcertante, que ainda hoje, a maioria absoluta dos homens sequer aceita essa possibilidade. Nossos tabus e preconceitos firmemente arraigados e profundamente inseridos em nossa mente consciente e inconsciente através dos milênios de repressão sexual, nos dizem que o orgasmo ocorre simultaneamente à ejaculação e para isso é necessário uma ereção. Sem ereção, não há ejaculação nem orgasmo. Entretanto, é um fato em anatomia, que ereção está ligada ao aparelho circulatório, ejaculação está ligada ao sistema muscular e glandular e o orgasmo é puramente neural. Isso é perfeitamente entendido a nível de anatomia, mas é um verdadeiro tabu quando se trata da sexualidade propriamente dita. Obviamente que estamos falando dos machos, mas as fêmeas também tem ereção (o clitóris fica entumecido), ejaculação (muitas mulheres relatam uma sensação de estar urinando no momento do orgasmo e algumas ejaculam visivelmente) e, obviamente, orgasmo. Claro que foram escolhidos os macaquinhos machos para o experimento, devido à facilidade de observação.


orgasmoDezesseis horas de orgasmo!

Mas, ciência é ciência, e cientista é um bicho curioso, então Lilly resolveu explorar as ‘infinitas possibilidades’ de seus experimentos: desenvolveu uma pequena caixinha com um botão (controle remoto) onde o macaquinho ao apertar o botão, tinha um orgasmo completo. Mas o sistema foi programado para que o macaquinho só pudesse apertar o botão a cada três minutos, ou seja, depois de ter um orgasmo, o macaquinho tinha que esperar três minutos para ter outro. Adivinha o que aconteceu? O macaquinho ficou apertando o botão do controle a cada três minutos por dezesseis horas consecutivas e depois dormiu. Depois de dormir por cerca de oito horas, o macaquinho voltou a apertar o botão por mais dezesseis horas consecutivas ininterruptamente e depois dormiu mais outras oito horas e assim por diante. A equipe teve que interromper o experimento, porque o bichinho nem se lembrava mais de se alimentar. Só queria apertar o botãozinho.


macaquinho-doenteTudo em nome da ciência

Depois de algum tempo, Lilly resolveu mudar o experimento: através dos eletrodos, ele implantava uma dor fortíssima no macaquinho e este, a cada três minutos, tinha a oportunidade de parar a dor apertando um botão. Mas, tinha que esperar três minutos, tal qual no experimento anterior. O macaquinho apertava o botão e a dor parava, mas depois de um tempo ela voltava e ele tinha que esperar os três minutos para poder parar a dor. Curiosamente, o macaquinho suportou essa tortura por dezesseis horas seguidas e depois se entregou e morreu, pois não tinha mais forças para apertar o botão e parar a dor. Então se descobriu que o limite para suportar a dor também era de dezesseis horas, assim como no caso do prazer, uma coincidência interessante. Então, nos experimentos posteriores, antes que o macaquinho viesse a morrermacaco-alegre-vibração-animal-222 em decorrência do experimento da dor, o controle era substituído pelo do orgasmo. E aqui também teve lugar uma outra descoberta desconcertante: após algum tempo tendo orgasmos a cada três minutos, o macaquinho ficava totalmente restabelecido em sua saúde, totalmente curado, não restando nenhum sinal de toda a tortura e toda a dor que ele tinha sofrido antes por quase dezesseis horas consecutivas. Ou seja, mesmo tendo sido torturado até a sua quase morte, bastou que o macaquinho tivesse acesso ao prazer para que ele ficasse totalmente curado, sem nenhuma sequela. E feliz da vida.


Um aviso aos defensores dos animais: Eu pessoalmente sou contra esse tipo de experimentos com animais, mas devemos lembrar que o ano era 1953 e, naquela época, não haviam movimentos tão fortes em defesa dos animais, principalmente quando utilizados em experimentos de laboratório.


reichWilhelm Reich – (1897/1957)

Austro-húngaro, Psiquiatria, psicanálise, pedagogia, biologia, antropologia, sociologia, astrofísica, Meteorologia. Expulso do partido comunista e da Sociedade Internacional de Psicanálise. Foi corajoso e ousado ao enfrentar a estrutura de repressão sexual na sociedade. Alguns anos antes de sua morte, as editoras se recusavam sistematicamente a publicar seus livros, sob a acusação de que eram ‘obscenos’. Ele foi forçado, diante das circunstâncias a criar sua própria editora. Seus experimentos, envolvendo a sexualidade humana, acabaram por levá-lo à cadeia em 1956, onde ficou um ano e meio e morreu de ‘suposto’ ataque cardíaco. As implicações de suas pesquisas e experimentos, eram tão ameaçadoras para o ‘Sistema’ que ele foi perseguido por nada menos que a FDAA (Food and Drug Administration Agency). Enquanto ele estava preso, seu escritório e sua editora foram invadidos e todo seu trabalho foi confiscado e incinerado. Inquisição em pleno século 20! E isso não aconteceu em um país comunista ou de regime ditatorial, nem mesmo sob uma ditadura civil ou militar. Isso aconteceu nos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, o país da liberdade de expressão, o país dos direitos civis garantidos em constituição e cuja constituição serve de modelo e referência para o mundo todo. Veja mais detalhes sobre a história desse herói no link a seguir:

http://en.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Reich


Orgone_Energy_Accumulator_right-angle_openA câmara orgônica

Reich acreditava que a energia que emanava de uma pessoa no momento do orgasmo era tão forte, que seria possível armazená-la para posterior utilização, desde que se pudesse dispor da tecnologia adequada. Com seus conhecimentos de eletrônica ele desenvolveu uma caixa adaptada, a qual ele chamou de câmara orgônica. Era como um grande capacitor, para armazenar energia. Dentro da câmara, um ou mais casais (os que participaram do experimento), faziam sexo e, posteriormente, Reich colocava dentro da mesma câmara uma pessoa doente, debilitada ou com câncer. Depois de algum tempo de permanência dentro da câmara orgônica, a pessoa apresentava uma visível melhora, uma redução significativa nos sintomas. Até pessoas com câncer experimentavam uma redução visível ou mesmo um recuo na evolução do câncer. No link a seguir, Laércio Fonseca explica de forma muito clara e bastante didática, detalhes do trabalho de Reich. É uma palestra de uma hora e meia, um pouco longa, mas vale à pena. Eu prefiro que você assista à palestra dele em vez de eu tentar escrever sobre o trabalho de Reich. Eu não conseguiria explicar melhor e com tanta clareza como o faz Laércio Fonseca. Esta palestra de Laércio Fonseca é a de número 6 de um conjunto de 8. Todas são bastante instrutivas e valem à pena serem assistidas.

https://www.youtube.com/watch?v=LRRA8qbjRJA – Palestra Laércio Fonseca

Recomendo também uma sequência de sete vídeos de Robert Winston, “Os Instintos Sexuais humanos” (apenas dez minutos cada). Ao assistir aos vídeos, o leitor perceberá o quanto nós sabemos tão pouco a respeito de nossa sexualidade.

https://www.youtube.com/watch?v=a7gHdgtzHwI – Instintos Sexuais Humanos 1/7

Perceberá também, que com raras exceções, não há sonegação de informações, na verdade, toda a informação que você procurar está disponível. O que existe é uma estrutura de distração e desvio de foco, que faz com você trafegue lado a lado com certas informações, durante anos, e nunca as encontre. Lembre-se de que para acessar uma informação é necessário primeiro que você saiba que ela existe e que saiba como encontrá-la. E é aí que a estrutura da distração e mudança de foco funciona com toda a sua eficácia. Veja o caso desse vídeo sobre linguagem corporal com dicas de sedução. Você verá que pelo estilo dos desenhos (ilustrações) trata-se de um material com mais de sessenta anos, talvez até mais de oitenta anos. E é tão atual como se tivesse sido feito essa semana.

https://www.youtube.com/watch?v=LZ-0Vd6VEBw – Vídeo sobre linguagem corporal


vespeiroMexendo no vespeiro

Não é difícil de se entender o porquê de Reich ter sido perseguido e preso e ter tido todo o seu trabalho incinerado. São milênios de repressão sexual através de dogmas religiosos (propositalmente) equivocados. E Reich foi mexer justamente nesse vespeiro. Sem falar na estrutura que governa ocultamente por trás do estado (estado fascista), à qual Reich se referiu com muita propriedade e conhecimento de causa em pelo menos duas de suas obras, A PSICOLOGIA DO FASCISMO e A FUNÇÃO DO ORGASMO. Essa estrutura do “sistema” fomenta a sexualidade sem compromisso, sem afetividade, em total detrimento aos valores da família que é a célula máter de qualquer sociedade civilizada. Veja meus artigos O ESTADO FASCISTA, A BIOQUÍMICA DO AMOR e COMPLEXO-R (CÉREBRO REPTILIANO).


apple_menos_bugsA estrutura da repressão sexual

Aqui cabe uma pergunta: Você, leitor, sabe por que que o macaquinho apertava o botão sem parar por dezesseis horas consecutivas? Porque nunca ninguém contou para ele a ‘Historinha do Jardim do Éden’. Em sua reduzida inteligência, o macaquinho nunca fez e nunca fará uma associação mental e psicológica entre ‘sexo’ e ‘pecado’, porque no mundo dele não existem pastores, clérigos nem sacerdotes. Mas se alguém conseguir ‘enfiar goela abaixo’ do macaquinho esse conceito de sexo associado ao pecado, ele imediatamente ficará com medo de apertar o botãozinho. Ele irá se sentir culpado. E mesmo que alguém diga a ele que para ele se ‘salvar’ ele deve apertar o botãozinho, ele irá reagir fortemente dizendo que é pecado e, no final das contas, irá morrer porque se sentirá culpado e não merecedor de fazer uso da energia sexual para se recuperar da enfermidade, ou seja, das dezesseis horas de tortura e dor pelas quais ele acabou de passar. É só o-grande-macaco-rhesusuma questão de conceito. Imagine então, se alguém conseguir ‘enfiar goela abaixo’ do macaquinho, que seu maior mestre, o Grande Macaco ‘Rhesus’, morreu depois de suportar horas a fio de tortura e sofrimento, e que ele fez isso para libertar seus irmãos macacos de todos os seus pecados. Pode ter certeza de que o macaquinho, coitadinho, irá preferir morrer sofrendo do que lutar pela vida, e fará isso para ‘seguir’ seu mestre.


evaO tempo não pára

Como se pode perceber através dos experimentos acima mencionados, há na energia sexual um fortíssimo poder curativo ainda não explorado. O simples fato de se exercer uma sexualidade de forma saudável, livre dos preconceitos, tabus e sentimentos de culpa criados pelo ‘sistema’, já é o suficiente para que o indivíduo tenha uma boa saúde que se estenderá até sua idade avançada. Claro, que se isso for convenientemente explorado, assim como outras formas de manutenção da saúde, como ficarão os lucros dos laboratórios? Cai a ficha para você, leitor, que quem perseguiu e prendeu Reich foi nada menos que a FDAA (Food and Drugs Administration Agency)? Uma agência governamental que regula e disciplina a produção e comercialização de alimentos e medicamentos tem poder de polícia? Não, claro que não, mas pode-se conseguir uma acusação formal contra um cidadão e então a polícia irá prendê-lo por isso, afinal, a quem a polícia serve? Principalmente quando se tem um estado fascista em plena operação agindo ocultamente por trás de um ilusório ‘estado democrático’. Nesse caso, tudo é possível. E você sabe onde estão os órgãos e instituições que formam o estado fascista? São instituições como CIA, FBI, NSA, e no caso do Brasil, o SNI e outras Agências de Inteligência, cuja inteligência está a serviço das corporações e bancos. Instituições ligadas à religião, tais como a Opus Dei e ISIS também fazem parte dessaerotizacao-precoce estrutura. Em última instância, o estado fascista, são as corporações e os bancos. Tudo o mais está abaixo deles, e qualquer coisa, repito, qualquer coisa que possa ameaçar seus lucros exorbitantes, é ferozmente reprimida. E para manter seus lucros, tudo é válido. Até mesmo destruir os valores de uma sociedade, destruir a família, fomentar conflitos entre classes, sucatear o sistema de ensino, sucatear o sistema de saúde, fomentar (indiretamente) a violência, disseminar o medo através da mídia, fomentar (indiretamente) toda a sorte de perversões sexuais, fomentar (indiretamente) o consumo de drogas e psicóticos, adultizar as crianças (erotização precoce) e infantilizar os adultos (recurso psicológico largamente explorado pela mídia de massas e pela propaganda e marketing). Parafraseando Cazuza, vale até mesmo transformar o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro.

Veja na foto acima o forte apelo à erotização infantil. “Porque a inocência é mais sexy do que você pensa“. Um estímulo indireto à pedofilia.


Lembram-se dessa letra de Cazuza dos anos 80? 

Lembra-se de como eram as coisas naquela época?

“Me chamam de ladrão, de bicha, maconheiro”
“Transformam o país inteiro num puteiro”
“Pois assim se ganha mais dinheiro”

“Eu vejo o futuro repetir o passado”
“Eu vejo um museu de grandes novidades”
“O tempo não pára”


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12 ideias sobre “O EXPERIMENTO DE LILLY

      1. Scapelatto Autor do post

        Boa noite, Frederico. Eu estava sem tempo para responder, mas vejo que você já encontrou por si mesmo. Obrigado por compartilhar o link conosco.

        Resposta

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