CRIMES CONTRA A HUMANIDADE (SISTEMA FINANCEIRO)

received_522256854586737-ptCriando inflação

Quando um Banco empresta dez vezes uma quantia usando a mesma garantia, isso é um crime em duas instâncias. É um crime comum (estelionato, depositário infiel) e é um crime contra a humanidade, pois esse procedimento inflaciona o mercado, desvaloriza a moeda e obriga a coletividade a pagar por uma conta que não é dela (mesmo os que nem usam os serviços de um banco). Ora vejamos: Você deposita R$10 mil no banco, depósito à vista, em espécie. O banco agora pode emprestar esses R$10mil para outra pessoa, pois tem o seu depósito como lastro. Agora, depois de emprestar os seus dez mil, o banco tem os seus dez mil (em espécie) e mais dez mil para receber, a médio prazo, então o banco incorpora esse ‘recebível’ no seu ativo e passa a ter vinte mil. Agora o banco pode emprestar vinte mil para uma terceira pessoa, tendo como garantia (lastro) os dez mil em espécie e os dez mil em recebíveis. Mas após emprestar os vinte mil, o banco incorpora também esse recebível ao seu ativo, portanto agora ele tem quarenta mil. Mágica? Não, apenas o banco fazendo o que ele sabe fazer melhor, criar dinheiro do nada. Agora o banco pode emprestar quarenta mi30-credit-debitl, tendo como garantia dez mil em espécie e trinta mil em recebíveis. Entendeu agora como é que o banco ‘cria’ dinheiro a partir do nada? Isso é o que se chama de ‘Capital Fictício”. E tem mais, toda vez que você, cidadão comum e de bem, faz um depósito à vista no banco, qualquer banco, qualquer país, você está endossando essa prática. E mais: indiretamente você está contribuindo para a geração de inflação, pois você está fornecendo ao banco um ativo em espécie, em cima do qual o banco poderá implementar essa prática nociva e pestilenta. E quando a inflação sai de controle, culpa-se sempre os governos por má administração, quando na verdade os governos devem aos bancos e quem paga a conta é você, contribuinte.


John-campbellRegulações derrubadas

Há pouco mais de vinte anos essa prática era inimaginável, pois havia regulações no sistema financeiro mundial. E sabe quem derrubou todas as regulações que impediam esse tipo de prática, bem como outras ainda mais nocivas? O sistema de ensino, as grandes Universidades através de seus dirigentes, reitores e professores. Assista ao documentário “INSIDE JOB” de Charles Fergusson e você entenderá. Lembre-se de que se você, cidadão comum e de bem, vender o mesmo carro para dez pessoas diferentes sem entregar a nenhuma, você responderá por crimes de estelionato e será imediatamente preso, pois o depositário infiel é um crime que dá cadeia em menos de 24 horas (assim como o não pagamento de pensão alimentícia). Mas os bancos fazem isso o tempo todo no mundo todo e nada acontece com eles. Vide mais detalhes sobre a desregulação dos mercados, assistindo na íntegra o documentário INSIDE JOB (Link abaixo).


http://vimeo.com/39018226 (Inside Job – Documentário completo)


marcia-allesAcadêmicos sendo pagos por instituições financeiras e comerciais, para escreverem relatórios e análises “acadêmicas” em defesa da desregulação dos mercados e dos produtos financeiros, usando as universidades para difundir ideias e doutrinas que beneficiam os grandes interesses financeiros, formatando a mente dos alunos. É o “poder” subjugando o conhecimento.

Marcia Alles – Venâncio Aires/RS


201308060548390000008342Seguro morreu de velho?

Imagine que você tem um estabelecimento comercial ou industrial, com máquinas equipamentos, móveis e mercadorias avaliados em R$ 500.000 (quinhentos mil Reais). Na qualidade de cidadão de bem, você resolve fazer um seguro para salvaguardar seu negócio em caso de ocorrência de sinistro. Um seguro é como uma aposta: você está apostando que durante o ano vindouro NÃO ocorrerá um sinistro em seu estabelecimento. E você paga para isso, uma quantia denominada prêmio. Pois bem, se nada acontecer no decorrer do ano, você perde o dinheiro pago (prêmio), mas em contrapartida, seu estabelecimento está lá, intacto. Nada aconteceu, nenhum sinistro. Resumindo, o seguro é uma aposta que você gostaria de perder sempre. Acontece, que com a desregulação dos mercados, há especuladores espertos e sempre on-line que, ao perceberem que você fez um seguro para seu esincendio-em-fazenda-com-camelostabelecimento, também o fazem (Os famosos derivativos). Ou seja, sem você saber, cinco, dez ou quinze pessoas (especuladores), também estão fazendo um seguro para o seu estabelecimento, mas com uma diferença importante: eles estão apostando no sinistro. Se seu estabelecimento sofrer um incêndio, por exemplo, imediatamente você iniciará os procedimentos para receber o seguro e se ressarcir dos prejuízos. Mas, como você é um cidadão de bem, para você, e somente para você que fez o seguro de forma honesta, haverá uma burocracia e uma série de procedimentos e perícias a serem executadas e isso levará no mínimo dez dias. Mas ao dar entrada nos papéis, os especuladores imediatamente ficam sabendo que seu estabelecimento foi sinistrado e mais imediatamente ainda, botam a mão na politica-11-abcgrana. Agora imagine, para ser modesto, que quinze pessoas receberam da seguradora antes de você, e quebraram a seguradora. E isso aconteceu logo no primeiro dia após você dar entrada no processo de ressarcimento do seguro, pois os especuladores estão on-line o tempo todo, lembra? Dias depois, um representante da seguradora vem lhe informar que desafortunadamente a seguradora não poderá cumprir com o pagamento do seguro porque ela quebrou e você terá que arcar com o prejuízo sozinho. Em outras palavras, você acaba de perder tudo. Sua vida, sua poupança, seu negócio, seu emprego, tudo. Isso foi o que aconteceu em 2008 em larga escala atingindo vários países do mundo. E continua acontecendo…


Bajulação - renovados e apaixonadosBajulação e triângulo dramático

Bancos são bajuladores até o cliente cair nas armadilhas deles. Depois, tornam-se cruéis e impiedosos. Considerando-se o seu “modus operandi”, bancos não deveriam cobrar tarifas de seus correntistas e/ou poupadores, muito pelo contrário: deveriam pagar-lhes dividendos, afinal, é a partir dos depósitos à vista de seus clientes que os bancos podem auferir lucros obscenos. Um verdadeiro Triângulo Dramático de Karpman, onde o Banco faz o papel de ‘Salvador’, bajulando e oferecendo crédito quando o cliente não precisa, mas basta que ocorra um pequeno atraso no pagamento das parcelas para que o Banco mude imediatamente de papel tornando-se o ‘Perseguidor’, cobrando impiedosamente taxas, multas e juros obscenos, em um sórdido jogo psicológico onde quem faz o papel de ‘Vítima’ é sempre o otário chamado ‘Correntista ou Poupador’.


Anúncios

Uma ideia sobre “CRIMES CONTRA A HUMANIDADE (SISTEMA FINANCEIRO)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s