A CEREJA DO BOLO

CENÁRIOS DANTESCOS

Sempre achei difícil de engolir um conceito amplamente difundido nos meios esotéricos e espirituais: o desencarne em massa assistido por “espíritos de luz” que acorrem ao local para prestar assistência aos recém desencarnados em acidentes gravíssimos, tragédias, acidentes de grande monta com aeronaves, ônibus, trens ou outros locais onde haja aglomeração de pessoas em trabalho ou passeio. Outro conceito que está associado a esse fato é que são “espíritos de luz” ou ainda, “espíritos superiores”, que guiam e conduzem as pessoas que estão destinadas ao desencarne em massa, através de intuição ou de pequenas interferências na rotina diária ou no trajeto destas.

Fico (ficava) sempre me perguntando: como é que podem seres chamados de “espíritos de luz” ou “espíritos superiores” ficarem assistindo de forma absolutamente impassível a dor e o sofrimento de centenas de pessoas, cujos entes queridos morrem (morreram) horrivelmente num acidente desse tipo? Com podem permanecerem completamente indiferentes a dor e ao sofrimento de entes queridos que choram desesperados enquanto cumprem suas tarefas de “resgate e encaminhamento”? Cenas de filmes que abordam o tema, bem como textos de livros afins, descrevem exatamente esse tipo de cena exemplificado acima. São imagens que mostram desencarnados totalmente perplexos diante da nova realidade que se descortina diante de seus olhos, enquanto que seres espirituais, supostamente “da luz”, ficam absolutamente impassíveis no cenário, não se importando nenhum pouco com o sofrimento e a dor dos que ficaram. Tem-se a impressão de que a vida sem um corpo biológico (organismo de suporte à vida) fosse muitíssimo mais vantajosa que a vida no plano físico, sendo que é neste plano que é onde se pode construir, interagir, evoluir, crescer, transformar, estabelecer relações, criar associações, curar feridas, solucionar problemas, etc. etc. etc.

Num acidente grave, de grande monta, onde muitas pessoas vem a morrer em conseqüência de graves ferimentos, o que temos de fato é um cenário dantesco: sangue, muito sangue, dor, muita dor, medo, muito medo, choro, muito choro. De ambos os lados, encarnados e desencarnados. A que classe de espíritos  ou seres espirituais interessa de fato esse cenário que perde de longe para o mais horrendo dos filmes de tragédia ou terror? Se você respondeu, ou pelo menos imaginou, que são os espíritos das trevas, predadores, vampiros, sedentos por energia vital, que só os que possuem corpos biológicos a tem, pois a recebem ao nascer, você acertou. Seres das sombras, seres das trevas, predadores energéticos de toda espécie também precisam dessa energia vital, pois ainda se encontram em uma densidade muito próxima da dos seres biológicos vivos, mas não sabem como obter essa energia de forma natural. Seres verdadeiramente iluminados não precisam buscar por energia vital a partir da vampirização de seres biológicos vivos, pois sabem como obtê-la direto da fonte, do criador de todas as coisas. Seres do baixo astral, seres negativos, predadores, vampiros, espíritos das trevas e das sombras, por não saberem como obter essa energia vital, são forçados a “predar” seres biológicos vivos, principalmente humanos, já que humanos tem o componente emocional que torna as energias polarizadas negativamente. É por isso que precisam promover muita dor e sofrimento. De outra forma a energia obtida não estaria adequada para ser utilizada por esses tipos de seres negativos.

O que se vê de fato em um cenário assim, é uma verdadeira festa de vampiros e predadores, apropriando-se da energia vital dos que estão gravemente feridos, dos que estão sangrando ou até mesmo inconscientes. Pior ainda para aqueles, não conscientes da existência de outras dimensões, que nem mesmo sabem que morreram e ficam vagando pelo cenário desolador, desesperados, muitas vezes sendo perseguidos e aprisionados por uma horda de predadores, sem entender o porquê de tudo aquilo e sem conseguir interagir com os que estão ocupando corpos biológicos conscientes (os vivos). Claro, não conseguem interagir, porque as frequências vibratórias são diferentes, e também porque já não mais possuem seus corpos biológicos, ferramenta imprescindível para atuação no plano físico. O pior dos filmes de terror não consegue sequer dar um vislumbre do cenário dantesco que pode ser observado (quando se tem olhos para isso), em um local onde ocorreu uma tragédia de grande monta.

Seres verdadeiramente iluminados, espirituais ou biológicos, não promovem dor e sofrimento, nem exigem sacrifícios. Aliás, a exigência de sacrifícios em si já deveria ser um forte alerta, pois somente seres megalomaníacos exigem sacrifício e adoração. Seres iluminados não precisam de insuflar o próprio ego exigindo sacrifícios e adorações. Pelo contrário, seres iluminados promovem a evolução dos demais seres conduzindo-os à alegria e felicidade, bem como a realizações que promovam o bem estar geral. Quem promove dor e sofrimento são os predadores, seres das sombras, seres das trevas, seres com baixíssimo nível consciencial. São esses seres, que devido à sua natureza vibratória, conseguem interagir com humanos encarnados e “sopram” em seus ouvidos: vá por aqui… vá mais cedo ao aeroporto… ande mais depressa… vá mais rápido… ultrapasse aquele carro agora… deixe esse parafuso para lá, não irá fazer falta… não precisa revisar esse motor agora, ele agüenta mais uma viagem… (a viagem fatal)… e por aí vai. São esses seres negativos que “combinam” tudo direitinho, criam as circunstâncias adequadas para promover um grande derramamento de sangue e conduzem as pessoas “escolhidas” para se reunirem em grande número no local que será uma verdadeira festa para vampiros de toda espécie, prato cheio para predadores e seres das sombras. Mas sempre ouvi dizer que “espíritos de luz” é que promoviam esses “encontros” para desencarne em massa com o objetivo de resgate cármico, porque os que ali se encontram tinham “acertos” de vidas anteriores e blá, blá, blá… Seres de luz promovendo a dor e o sofrimento? Com que propósito? Para servir a quem? Ao deus Moloch?

E depois ainda temos a “cereja do bolo” da lavagem cerebral: “esta vida não é importante, importante é a vida espiritual que você irá viver depois que morrer”. Sim, e de preferência você deve morrer de forma horrenda e fazer o maior número possível de pessoas sofrerem com a sua morte, pois todos os envolvidos precisam resgatar dívidas cármicas que nunca terminam, repetem-se por milênios a fio, numa espécie de “Feitiço do Tempo”. O mais importante é a vida que você vai viver num tempo e lugar bem distante da realidade, sempre em outro mundo, sempre em outro tempo, nunca no aqui e nem no agora. Na verdade, segundo certos preceitos e doutrinas, o aqui e o agora são perfeitamente dispensáveis. Um convite atraente para a inação. Porque tentar deixar um mundo melhor para seus descendentes se nem você nem seus descendentes irão viver no mundo? Ah, eu ia esquecendo: muitos, mas muitos mesmo, acreditam piamente no tal do “descanso eterno”. Não fazem nada enquanto vivos neste planeta, enquanto portadores de um corpo biológico maravilhoso, não contribuem em absolutamente nada para a melhoria do planeta, nem mesmo para melhorar a vida dos que lhes são queridos, mas desejam ardentemente o “descanso eterno”. – E o que estamos fazendo aqui então? Por que será que o Criador de todas as coisas se deu ao trabalho de criar planetas maravilhosos e com condições de abrigar vida biológica se não é “para que haja vida em abundância?” Seria só para os seres “passarem um tempo” e não terem tempo sequer de evoluir e crescer nem contribuir positivamente uns com os outros? Isso sim, é uma verdadeira Sacanagem Cósmica. Pura lavagem cerebral. Só se forem “espíritos da luz negra”, sedentos por sangue, para gostarem tanto de dor e sofrimento. São esses mesmos “espíritos de luz”, “espíritos superiores”, que tomaram posse do planeta há milênios e obrigam os seres humanos a gastarem a melhor e mais produtiva parte de suas vidas trabalhando e pagando contas, trabalhando e pagando contas, num interminável ciclo que em nada contribui com a evolução da espécie humana no planeta, serve apenas para insuflar seus egos e fazê-los pensar que estão tendo alguma vantagem em possuir casas, mansões, carros, carrões e outros tantos brinquedinhos que servem apenas para distrair e impedir que o tempo seja bem aproveitado. Sim, verdadeiramente um Feitiço do Tempo.

Como você pode observar, caro leitor, esse tipo de coisa acontece por falta de vigilância. Vigiai e orai, foi nos dito certa vez… Negligência, imprudência, imperícia… as maiores e principais causas de acidentes que se transformam em grandes tragédias, seja por terra, por mar ou pelo ar. Seja uma boate que incendeia, seja um avião que cai, um trem que descarrila… Não importa. Sempre houve alguém que deixou de fazer algo porque achou isso menos importante. Um laudo ‘subornado’ certificando a segurança do local, uma revisão que não foi feita, uma peça que não foi trocada, o dinheiro que foi desviado e faltou para o sistema de automação dos trens e sinalização dos trilhos e estações… Mas para esses casos, arranjaram desculpas perfeitas: “Vontade de deus”, “Resgate cármico”, “Merecimento”… justificando assim a falta de prudência, a falta de cuidado, a falta de profissionalismo, a falta de responsabilidade, a falta de consciência, a falta de consideração pelos demais… E ainda atribuem todo o horror resultante a “seres de luz” Só se forem luzes das chamas ardentes dos mais profundos dos infernos.

Aos que oram e vigiam, é possível sim, que verdadeiros seres de luz tenham intercedido em favor deles, evitando assim que estivessem presentes nos locais onde ocorreram acidentes trágicos. É a história do sujeito que perde o ônibus e por conseguinte, perde também o avião, salvando-se assim de forma notória. A mídia de massas adora isso. Aliás, não só a mídia de massas, mas também todos os fanáticos religiosos com baixíssimo nível de percepção da realidade adoram isso e depois do ocorrido postam fotos nas redes sociais dizendo: Milagre de Deus, duzentos morreram, mas este homem foi salvo por Deus! Que diabo de deus é esse, que precisa matar duzentos e salvar um para mostrar a sua glória e assim obter sacrifícios e adorações de seus fanáticos seguidores? No final das contas, fatos legítimos que comprovam a ação de verdadeiros espíritos de luz, acabam sendo utilizados pela mídia, de forma distorcida, para alimentar ainda mais o fanatismo e a cegueira religiosa. Somente seres perversos e com egos inflados exigem sacrifício e adoração, portanto, esse deus, caso exista mesmo, é o deus dos seres perversos, dos predadores, dos vampiros, dos seres das sombras e das trevas. E o fato de uma pessoa se salvar não foi de fato um milagre desse tal deus, mas uma falha grave de seus assistentes negativos, que não foram suficientemente competentes para arrastar o tal sujeito à armadilha, digo, ao local da tragédia.

Vigiai e orai!

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7 ideias sobre “A CEREJA DO BOLO

  1. Antonio

    É exatamente o nível de percepção que falta às pessoas. Diminuem a capacidade de “deus” e enaltecem o trágico quase como se fosse algo divino. O problema é que o ser humano está acostumado a vegetar enquanto ouve, lê, assiste algo. Não há raciocínio lógico muito menos sensibilidade para uma mínima percepção do mal. Aceita-se tudo, desde seja acompanhado de uma multidão. Vê uma multidão? Corra dela, certamente está sendo enganada.

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  2. Joao Batista

    Olá EDU, você tem material aqui que dar pra escrever um excelente livro, incluindo outros post do seu blog. Você poderia juntar alguns artigos e escrever um livro, nem que seja só no formato ebook.
    Sugestão do título: O Enigma Existencial.

    Resposta
  3. Silvana Maria

    Falou tudo. Também penso assim. Temos que sair da tal da matrix, mas não é fácil devido à tantas “verdades” que ouvimos, que aprendemos…

    Resposta

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